Não importa a idade ou o tempo de carreira. Quando bate aquela insatisfação com o que se faz é impossível não se perguntar: como mudar de vida e de profissão?

Eu sei que essa tarefa parece quase impossível à primeira vista. Afinal, após anos de trabalho numa área é difícil simplesmente deixar tudo para trás.

Nesse momento o melhor a fazer é conhecer a história de quem já superou esse desafio. E assim se inspirar, do jeito certo, para seguir o mesmo caminho.

EU MUDEI E VOCÊ TAMBÉM PODE MUDAR

Quando eu era criança minha brincadeira preferida era brincar de professora, eu adorava reunir a criançada e ser a professora.

Aos 17 anos comecei a trabalhar como professora de pré-escolar, mas a vida me levou a buscar por algo mais.

Seguindo os padrões da sociedade e aos desejos de meus pais, fiz um curso de datilografia e me tornei uma eximia datilógrafa e fui em busca de uma colocação no mercado de trabalho.

Consegui uma vaga em uma multinacional (indústria farmacêutica) e, com muita dedicação e empenho pessoal, construí uma carreira como administradora de empresa e segui por outras empresas até conquistar a posição que eu tanto desejava.

Por volta dos meus 40 anos, percebi que toda aquela ambição só estava me levando cada vez mais longe de mim, da minha verdadeira essência. Percebi que nada do que conquistei ao longo de todos esses anos de vida profissional conseguiu preencher o vazio que eu tinha dentro de mim.

Nada disso me preenchia como pessoa, não me sentia realizada e me fazia buscar mais.
Foi através de um processo de autoconhecimento que eu descobri o verdadeiro propósito de vida, a minha missão maior com o mundo, e que era vivendo o MEU PROPÓSITO que minha vida teria sentido.

A partir dessa descoberta dediquei minha vida a estudar, fiz vários cursos e formações em coaching, física quântica, metafísica do ser e ferramentas de autoconhecimento, com a finalidade de ampliar meus conhecimentos para ajudar o maior número de pessoas a descobrir e viver o seu verdadeiro Propósito de Vida.

E aí eu te pergunto: QUAL É O SEU PROPÓSITO DE VIDA? VOCÊ SABE?

Reconhecer isso é o primeiro passo para descobrir como mudar de vida e de profissão. Para te ajudar nessa jornada, nesse artigo trago algumas recomendações para mudar de vida aos 20, 30 e 40 anos.

MUDAR DE VIDA AOS 20 ANOS: É A HORA DAS EXPERIÊNCIAS
MUDAR DE VIDA AOS 30 ANOS: VALORIZE SUA CARREIRA
MUDAR DE VIDA AOS 40 ANOS: A LIBERDADE NÃO TEM PREÇO, TEM VALOR!!!
MUDAR DE VIDA: 6 CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TOMAR

MUDAR DE VIDA AOS 20 ANOS: É A HORA DAS EXPERIÊNCIAS

MUDAR DE VIDA

A partir dos 20 anos, o profissional tem um grande desafio: descobrir se está ou não no caminho certo. Nessa fase, os gatilhos da mudança são a vontade de experimentar e de dar significado ao trabalho.

Hoje trago para vocês a estória do engenheiro que virou RH.

Pedro Collier, de 27 anos, entrou como trainee na Whirlpool Latin America, multinacional que fabrica as linhas Consul, Brastemp e KitchenAid, quando tinha 23 anos. Recém-saído do curso de engenharia química da Universidade Federal de Minas Gerais, ele escolheu a empresa baseado em seus valores pessoais.

“A Whirlpool me atraiu por sua preocupação com a meritocracia, algo que é importante para mim”, diz. Assim que ingressou no programa de trainee, Pedro recebeu aconselhamento de carreira e foi apresentado a todas as áreas da companhia. Quando soube das atribuições de recursos humanos, seus olhos brilharam.

“Na faculdade, nunca imaginei que RH seria a área na qual gostaria de atuar”, diz. Antes de ocupar a posição atual de especialista de RH, na qual está há seis meses, Pedro passou por suprimentos e finanças — setores pelos quais também tinha interesse. Mas sempre sinalizou para os chefes que sua paixão era gestão de pessoas. “Depois de descobrir a área, passei a estudar sobre o assunto nas minhas horas vagas e deixei meu diploma de lado”, diz.

Se você não tem essa opção e está considerando mudar de emprego ou de área, converse com um colega mais experiente ou com o profissional de RH, caso haja abertura para isso. Um lembrete para quem pensa que testar várias carreiras é perigoso: passar por companhias e áreas diversas não mancha o currículo como no passado.

MUDAR DE VIDA AOS 30 ANOS: VALORIZE SUA CARREIRA

MUDAR DE VIDADar uma guinada profissional a partir dos 30 anos requer avaliar muito bem os prós e contras da decisão. Você não quer perder as conquistas que teve até aqui.

A partir dos 30 anos de idade, há mais fatores que têm de ser levados em conta antes de dar uma basta ao emprego. A família e o equilíbrio nas finanças são os principais fatores que dificultam a transição.

Além disso, nessa etapa da vida o profissional já construiu um breve histórico de realizações, angariou alguma experiência e está no momento de começar a capitalizar essas conquistas. Por isso, deixar a carreira nesse momento é uma decisão difícil. É geralmente nessa fase que começam a aparecer as oportunidades para assumir desafios maiores: liderar equipe, unidade de negócios e projetos estratégicos. Para quem está em sintonia com o chefe, se sente reconhecido e satisfeito com a empresa, a sensação é de que tudo vai bem e o céu é o limite.

Por outro lado, é por volta dos 30 que começam a pintar as primeiras crises relacionadas à carreira. O sentimento é mais latente para os que não estão onde gostariam de estar (cargo, área ou empresa). A moeda de troca também muda.

Se, antes, você aceitava ganhar menos em troca de aprendizado, agora o salário — o reconhecimento financeiro — ganha importância. Há ainda uma preocupação maior com o equilíbrio entre a agenda profissional e a pessoal.

Quando esses elementos não estão alinhados aparece a comichão da mudança. Como lidar com a situação?

Conheça algumas histórias de quem já passou por isso:

“Um profissional com 35, quando escolhe partir para outra área, vai concorrer com gente experiente na nova área.” O fiel da balança está na real disposição para encarar a transição. Quem enfrentou o desafio não se arrepende. “Sou muito mais feliz hoje”, diz o ex-engenheiro André Rezende Azevedo, de 38 anos, que mudou de carreira depois de 12 anos trabalhando na indústria de bebidas.

O engenheiro de alimentos paulistano André Rezende Azevedo, de 38 anos, disse adeus, no ano passado, ao trabalho que tinha como gerente de bebidas, depois de 12 anos no Grupo Schincariol. Como se diz no jargão corporativo, André queimou os ternos. “Gosto da profissão, mas cansei das longas jornadas de trabalho e das ligações no celular nos fins de semana”, diz.

O plano de mudança começou a ser traçado em 2000, quando ele assistia a uma aula de juros compostos no MBA que fez na Fundação Getulio Vargas. “Percebi que era importante me preparar financeiramente e, em 2007, fiz uma carteira de investimentos. Já estava juntando uma parte do meu salário.

Fui promovido naquele ano e, com isso, passei a guardar 40% do que ganhava.” Quando acumulou o suficiente para ficar sem trabalhar por até dois anos, saiu da Schincariol. André resolveu se dedicar à educação física e está cursando o segundo ano na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Se ele pensa em voltar a ser engenheiro? “Adoro esportes e, depois de me formar, quero trabalhar na área de saúde.”

COMO MUDAR DE VIDA AOS 40 ANOS: A LIBERDADE NÃO TEM PREÇO, TEM VALOR!!!

MUDAR DE VIDANessa etapa da vida, o peso da responsabilidade é bem maior. Porém, com a chegada dos 40 vem o desejo de grandes rupturas. A boa notícia: o mercado de trabalho está mais receptivo aos quarentões.

Jogar tudo para o alto e recomeçar em outra área pode significar um grande risco para quem já soprou as 40 velinhas. A essa altura da vida, as responsabilidades são maiores. Os filhos ainda estão na escola ou na faculdade e as despesas consomem uma boa fatia do salário.

No entanto, é exatamente com a chegada da chamada crise dos 40 que vem o desejo de promover grandes rupturas e dar uma virada na carreira. Uma pesquisa recente aponta que profissionais entre 40 e 50 anos são os que mais desejam mudar.

Porém, antes de trocar de área, é fundamental fazer a lição de casa, que consiste em planejar bem a mudança. Quando?

Quanto mais cedo, melhor.

Pelo menos um ano antes de fazer o movimento. Quando a pessoa descobre que está na hora de mudar, precisa saber analisar a próxima escolha muito bem.

Conversar com um coach ou mentor ajuda a refletir na busca de algo que realmente goste e esteja alinhado ao seu propósito de vida.

O grande erro é pensar única e exclusivamente no retorno financeiro. Também é prudente evitar mudanças radicais e não investir em uma atividade absolutamente diferente de tudo que você já tenha feito. Nesse caso, o profissional terá de dar vários passos para trás, ganhar menos, esperar um certo tempo até conseguir ser reconhecido no novo mercado.

Embora o cenário atual contribua para encorajar os quarentões a experimentar outra área ou carreira, ainda é significativo o número de pessoas que só mergulham de cabeça num novo projeto de trabalho quando são demitidas. Deixar para arriscar no momento de uma demissão é o mesmo que deixar para definir a final do campeonato aos 45 minutos do segundo tempo. “Liberdade não tem preço”

Ao sair do Walmart em janeiro de 2008, Pablo Aversa, de 44 anos, que até então ocupava a cadeira de vice-presidente, tinha dúvidas se queria continuar no mundo corporativo. “Depois de oito anos num ambiente de extrema pressão, percebi que estava na hora de fazer uma reflexão antes de decidir.”

Pablo vinha se sentindo insatisfeito, sem saber ao certo o porquê. “Tem horas em que você se olha no espelho e não gosta da pessoa na qual você está se transformando.” Pegou a mulher, fez as malas e partiu para a Ásia, numa viagem de seis meses. “A experiência foi um ponto de ruptura em relação às coisas que eu considerava absolutas e imutáveis.”

De volta ao Brasil, Pablo se submeteu a sessões de coaching. Nelas, redescobriu o interesse pela psicologia e se interessou pelo trabalho de coach. Fez as certificações necessárias e lá foi Pablo ser dono do próprio nariz. Hoje se considera feliz com a escolha, principalmente por ter uma agenda flexível. “Autonomia e liberdade não têm preço.”

As oportunidades existem e estão aí, mas, para evitar dor de cabeça, recomenda-se avaliar também as competências individuais e como você lidou com situações adversas. Assim é possível decidir se tem aptidão para ser seu próprio patrão. Fazer um bom pé-de-meia para segurar as pontas durante a fase de transição é um aspecto que deve ser levado em consideração.

Quem quer dar adeus ao emprego que não lhe agrada e apostar as fichas no sonho precisa ter uma poupança generosa. De nada adianta achar que vai pegar aquele dinheirinho contado e resolver a questão. “Muita gente não formou patrimônio suficiente para fazer a mudança e decide pôr em risco a carreira. Errar nessa fase da vida não dá”, diz Vicky.

Grande parte dos profissionais acima dos 40 sonha em abrir o próprio negócio — uma transição radical de funcionário para patrão. Entrar numa seara desconhecida sem fazer uma pesquisa prévia e mais profunda sobre o mercado é um tiro no escuro.

MUDAR DE VIDA: 6 CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TOMAR

  • Trocar de área faz sentido se estiver alinhado com seu propósito de vida. Isso exige uma alta dose de autoconhecimento:
  • Tome cuidado para não fazer um movimento impulsivo. Muitos profissionais tomam decisões apressadas que são fundamentadas em dificuldades pessoais, modismo ou num salário mais atraente. É muito fácil se frustrar nesses casos.
  • O talento é tão importante quanto o desejo. Portanto, analise com cuidado quais são suas habilidades e seu estilo de vida, e se esses fatores estão em sintonia com a opção em mente.
  • É importante construir uma outra rede de contatos. Muitas vezes, a nova área possui valores e cultura próprios, que levam um tempo longo para ser aprendidos. Cursos e eventos são boas fontes de informação.
  • Mesmo que você tenha talento para a nova profissão é necessário avaliar a demanda do mercado e, eventualmente, definir etapas intermediárias para implementar o novo rumo.
  • Uma transição de carreira gera custos que devem ser considerados. É importante verificar se há recursos próprios suficientes para passar pela fase do aprendizado. Isso irá definir se é melhor deixar o atual trabalho e se dedicar plenamente à construção do sonho, ou ir de forma mais gradual, sem abandonar o emprego.
  • Trocar de carreira pode ser uma opção ou imposição — nova dinâmica de mercado, inserção de nova tecnologia, reengenharia de sua empresa. É importante ter em mente quais são suas competências e onde você pode aportá-las.

Agora que você já sabe como mudar de vida e de carreira, que tal dar o próximo passo com a minha ajuda?

Tenho apoiado muitas pessoas nessa mudança e sei exatamente como te ajudar a fazer o mesmo.

Então, entre em contato clicando aqui.

Referências:
Aos 25 anos é a hora das experiências
Mudar aos 35 anos: valorize sua carreira
Oportunidades abertas aos 45 anos


Graça Almeida
Graça Almeida

Palestrante Motivacional, Coach, Mentora, Terapeuta Holística e Consultora em Registros Akáshicos.

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